Takaoka, província de Toyama
Kanaya-machi (casario com treliças tradicionais) Devagar pela rua de pedra, entre casas de treliças iluminadas
Coloquei no pulso a pulseira de estanho que escolhi durante o dia e, depois que escureceu, fui até o carro. Segurando o volante com as duas mãos, avancei devagar pela rua de pedras. As luzes das casas tradicionais pareciam continuar até o fim da rua.
Leia a história de uma noite de julho e descubra o prazer de passear por Kanaya-machi.
VerãoNoite de julho
Devagar pela rua de pedra, entre casas de treliças iluminadas
Quando anoiteceu em Kanaya-machi, as luzes já se alinhavam ao longo da rua de paralelepípedos. Sentindo o ar da noite de verão, segurei o volante com as duas mãos e conduzi devagar meu carro vermelho. Eu já tinha caminhado por ali durante o dia, mas, à noite, a rua parecia continuar muito além do que eu havia percebido.
As casas com treliças se estendiam pelos dois lados da rua. Mantive os olhos à frente e conduzi o carro acompanhando o calçamento. A cada luz distante que eu deixava para trás, a próxima ficava mais perto. Em vez de atravessar o bairro com pressa, passar por ali nesse ritmo combinava muito mais com Kanaya-machi naquela noite.
Quando passei a pé durante o dia, fiquei procurando os pequenos pedaços de cobre em forma de coração e estrela incrustados no calçamento. Eu olhava para o chão, levantava os olhos e voltava a reparar nas treliças das casas. Sempre havia algo para observar, em cima e embaixo, e acabei andando bem mais do que tinha planejado.
Foi aqui que, em 1609, Maeda Toshinaga trouxe sete mestres fundidores. Não são só as casas que contam a história: este bairro também guarda a história do trabalho artesanal. Antes de partir, olhei a pulseira de estanho que tinha escolhido durante o dia. Foi como levar a lembrança do passeio comigo.
À noite, deixei a pulseira quieta e mantive as mãos no volante. Continuei olhando para a rua à frente e para as luzes das casas enquanto avançava. Eu olharia melhor a pulseira depois, com o carro estacionado. Naquele momento, aproveitei com calma a passagem por aquela rua.
O croquete do Grande Buda, que me deixou curiosa durante o dia em Takaoka, também ficou para a próxima viagem. Terminei aquele dia com mais coisas para lembrar: as ruas antigas, o artesanato e a comida. À noite, Kanaya-machi me deixou aproveitar o fim do passeio sem pressa.
Os relatos são obras de ficção inspiradas neste destino. Para obter informações precisas, consulte os sites oficiais de turismo e de informação.
Especialidade local
Croquete do Grande Buda de Takaoka
A área de parada Michi-no-Eki Manyō-no-Sato Takaoka destaca este croquete enorme. Depois de passear pelo bairro dos artesãos, se eu fosse escolher algo para comer com a cara de Takaoka, seria esse croquete.
Destaques
Um bairro de fundição desde 1609
Maeda Toshinaga trouxe sete mestres fundidores e abriu ali uma oficina de fundição. Depois que soube dessa história, passei a enxergar também o trabalho que marcou aquele casario.
Pequenos desenhos embutidos nas pedras
Ao longo de cerca de 500 m de paralelepípedos, também há pecinhas de cobre em formato de coração e estrela. Quando encontrei algumas durante a caminhada, surgiu uma diversão a mais, além de observar as casas com treliças.
Dados da rota
Rua de paralelepípedos de Kanaya-machi
- Extensão
- cerca de 500 m
Caminhei de dia e passei devagar à noite pela rua ladeada por casas com treliças tradicionais.
É um bairro onde dá para apreciar de perto as treliças delicadas e as ruas de pedra. À noite, ao passar por ali lembrando do passeio durante o dia, as casas iluminadas pareciam ganhar outro aspecto.
Outros artigos sobre destinos
Se você gostou deste artigo, confira também estes destinos por perto. Já voltei a cada um desses lugares várias vezes, em diferentes épocas do ano.